sábado, 2 de junho de 2012

Seminário de Juventude e Bioética


De 13 a 15 de julho, em Brasília, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família - CEPVF e  a Comissão para a Juventude, ambas da CNBB, vão promover o Seminário de Juventude e Bioética. O objetivo é aprofundar os conhecimentos sobre temáticas como aborto, anencefalia, células tronco embrionárias e eutanásia.
Já estão confirmadas as presenças de Dom Fernando Chomali, da Pontifícia Universidade Católica do Chile; Frei Antônio Moser e Dra. Lenise Garcia, membros da Comissão de Bioética da CNBB, entre outros convidados.
As questões relacionadas à bioética tem ganhado cada vez mais relevância no Brasil. Recentemente houve a liberação, pelo Supremo Tribunal Federal, do aborto em casos de anencefalia e do uso de células-tronco embrionárias, além da geração por reprodução assistida de uma criança para ser doadora para a irmã. Além disso, uma comissão de juristas nomeada pelo Senado Federal decidiu propor o aumento de casos em que o aborto não será punido, incluindo a incapacidade psicológica da mãe. Diante de tantos desafios, fazem-se cada vez mais atuais as palavras do Papa Bento XVI:
“Convido-vos a seguir com particular atenção os problemas difíceis e complexos da bioética. As novas tecnologias biomédicas interessam não somente a alguns médicos e pesquisadores especializados, mas são divulgadas através dos modernos meios de comunicação social, provocando esperanças e interrogações em setores sempre mais vastos da sociedade”.
Seguindo esse chamamento, as duas comissões da CNBB começam a preparação do Seminário de Juventude e Bioética. O evento é mais um passo de preparação para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Mais informações sobre a programação - e a abertura das inscrições -  serão dadas no site dos Jovens Conectados.
Seminário Nacional Juventude e Bioética 
Tema: Os desafios da Bioética e o protegonismo do Jovem Católico
Iluminação Bíblica: "Escolhe, pois, a vida" (Dt 30,19)
Data: 13 a 15 de julho
Local: Centro Educacional Maria Auxiliadora (Cema) - 702 Sul, Brasília, DF

domingo, 27 de maio de 2012

PASTORAL FAMILIAR


  
Reunião das coordenações da Pastoral Familiar do Sul-1 aconteceu em Santana.
Participaram: José Roberto e Sandra casal coordenador da Pastoral Familiar da Diocese de S.J. Rio Preto e também casal coordenador da Sub Região RP2 do Regional Sul 1; e ao lado (na foto) o casal coordenador do RP2 e casal secretário da Diocese de Catanduva Cláudio e Maria Elisa.
Aconteceu no sábado, 19/mai/2012, na Paróquia Santa Terezinha, na Região Episcopal Santana – Arquidiocese de São Paulo, a reunião das coordenações da Pastoral Familiar das oito Sub-regiões do Regional Sul-1
A abertura da reunião foi feita por dom Emílio Pignoli, bispo emérito de Campo Limpo e bispo referencial da Pastoral Familiar do Regional Sul-1. A seguir o casal Ester e Sílvio, coordenadores da Pastoral Familiar da Sub-região SP-1 fizeram a oração inicial, junto com Zuleica e João Abrahão, casal formação da Sub-região.
A seguir, foi feita a apresentação da Arquidiocese de São Paulo e de alguns dos trabalhos realizados pela Pastoral Familiar.
A pauta do dia seguiu com a apresentação dos presentes à reunião. Logo a seguir, Solange e José Roberto apresentaram o desenvolvimento da preparação do XVI Congresso da Pastoral Familiar do Regional Sul-1 que acontecerá em 28, 29 e 30 de setembro, na Sub-região Botucatu, da qual são coordenadores. Informaram que o custo da inscrição será de R$ 80, porque atualmente não é possível, devido aos custos envolvidos, manter o valor de R$ 50, como foi feitos em outros congressos. Serão destinadas 10 vagas para cada diocese do Regional. O evento será realizado no Colégio La Salle, na cidade de Botucatu, com o tema “Fé, Família, Trabalho e Festa”. O casal apresentou a ideia e o conceito do cartaz para o Congresso e a equipe reunida ofereceu suas sugestões. A Solange informou que as fichas e o cartaz estarão prontos e serão entregues na reunião de julho, que acontecerá na Sub-região Aparecida. Foi apresentada a oração do congresso, escrita pela equipe e revisada por dom Maurício. Todas as coordenações reunidas rezaram.
Dom Emílio e irmã Ivonete apresentaram o relatório que será apresentado na Assembleia dos Bispos do Regional Sul-1. Entre as propostas de prioridades estão o Setor Pré-matrimonial, o NUFESP e o site da Pastoral Familiar do Regional Sul-1 (www.pfsul1.com.br).
Pe. Luís Fernando tratou do ponto da pauta sobre a Assembleia e relatou a síntese que foi feita no evento, salientando o desafio de avançar e reforçar o Setor Pré-matrimonial e o que foi citado como problema que seria o apoio do clero, ao qual afirmou que há uma contrapartida que é hoje o grande trabalho que os padres têm para além da Pastoral Familiar. Lembrou também a preocupação com relação à preparação de novas lideranças que lutem e trabalhem pela família, uma vez que sempre temos as mesmas lideranças trabalhando há anos.
Definiu-se que as reuniões das coordenações da Pastoral Familiar das Sub-regiões do Sul-1, a partir de agora serão todas realizadas em Campinas, mantendo-se o rodizio das Sub-regiões na preparação do evento. Ou seja, a preparação e o custeio da próxima reunião serão responsabilidade da Sub-região Aparecida.
A ir. Ivonete conduziu o tema seguinte da pauta, que foi a 4ª Peregrinação Nacional da Família e o 2º Simpósio Nacional da Família. Muitos comentários foram feitos, entre reclamações e sugestões para o próximo evento. Foi anunciado que em 2013 a 5ª Peregrinação será realizada nos dias 25 e 26 de maio.
A Célia conduziu o tema seguinte que foi o VII Encontro Mundial das Famílias e os grupos que participarão deste evento internacional. A Célia tem conhecimento tem cerca de 100 pessoas que irão para Milão. Citou a falta de divulgação que prejudica a própria participação, pois há pessoas e grupos que teriam condições financeiras e de organização para irem ou enviarem pessoas ao Encontro Mundial. Todos concordaram que é preciso reforçar esse tipo de comunicação, mesmo que não seja como convite, mas para que o trabalho organizado com as famílias, feito pela Pastoral Familiar, que recebe formação nesses grandes eventos, existe e avança.
Ir. Ivonete falou um pouco sobre a participação da Pastoral Familiar na Jornada Mundial da Juventude em 2013 e ressaltou a necessidade das coordenações das Sub-regiões ficarem atentas à programação e aos pedidos que aparecerão até o evento.
Antonio Mercado falou sobre a questão financeira da Pastoral Familiar do Regional Sul-1 e a Osmarina falou sobre a questão da secretaria.
A reunião foi encerrada às 13h com o Magnificat conduzido por dom Emilio.

Pastoral Familiar do Regional Sul 1

segunda-feira, 7 de maio de 2012

 PASTORAL FAMILIAR

Realizou-se no sábado, 28/abr, o 2º Simpósio Nacional da Família, em Aparecida,  destino de muitas romarias e peregrinações para todos os brasileiros. O evento foi realizado no Centro de Eventos pe. Vítor Coelho, local onde estavam reunidos os bispos da CNBB em sua 50ª Assembleia Geral, na área do Santuário Nacional, que abriga também a Basílica Nacional de Aparecida e o Centro dos Romeiros.

O evento foi iniciado às 8h, com a composição da mesa onde estiveram dom Raymundo Damasceno, presidente da CNBB e arcebispo de Aparecida; dom João Carlos Petrini, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família e bispo de Camaçari (BA); dom Joaquim Justino Carreira, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família e bispo de Guarulhos (SP); pe. Rafael Fornasier, assessor nacional da Pastoral Familiar a serviço da Vida; pe. Wladimir Porreca, assessor nacional da Pastoral Familiar a serviço da Família; o casal Vera e Raimundo (Tico) Veloso Leal, coordenadores nacionais da Pastoral Familiar; e o casal Marivone e Volnei Exterkoetter, vice coordenadores nacionais da Pastoral Familiar. Dom Damasceno dirigiu palavras de acolhida aos participantes do Simpósio. A seguir foi rezada a oração inicial pela equipe do Regional Sul-1 e a entronização da imagem de Nossa Senhora Aparecida que foi acolhida por dom Damasceno.
O evento teve como atração principal as duas conferências, sendo a primeira com o dr. Marcio Pochmann, na parte da manhã, e a segunda, no período da tarde, proferida pelo pe. Zezinho, scj.

Dr. Pochmann falou sobre a relação da família com o trabalho e apresentou um panorama histórico do trabalho na família e as perspectivas que atualmente estão sendo apresentadas às novas gerações. A exposição foi distribuída em três partes, sendo que na primeira ele discorreu sobre as transformações da família no decorrer do tempo; na segunda parte, ele apresentou dados e informações sobre a transformação da relação entre família e trabalho; e na última parte, ele falou sobre os desafios que a família tem à frente conforme toda a situação do trabalho.
Após a conferência do dr. Pochmann, a palavra foi dada aos bispos presentes, entre eles estava dom Emílio Pignoli, Referencial da Pastoral Familiar do Regional Sul-1, e dom Eduardo, Presidente da Comissão Pastoral para a Juventude, que falou sobre a importância da família para a juventude, da Jornada Mundial que será realizada no Brasil em 2013 e apresentou o subsídio “Aos Jovens com Aféto”.
A apresentação musical da manhã ficou a cargo do Grupo Ir ao Povo, do cantor Antônio Cardoso e do padre Ezequiel, de Caxias do Sul (RS).
Dom Antonio Augusto Dias Duarte, bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família fez a oração do Ângelus e deu a bênção antes do almoço.


Após o intervalo para o almoço, o Simpósio retornou com a entronização da imagem de Santa Gianna e a conferência de pe. Zezinho, scj. O momento dedicado ao padre foi aberto pelo casal Susana e Ennes Gomes, de Valinhos (SP), que cantaram e introduziram os participantes à palestra do sacerdote. Eles deram um testemunho de família e de amor, que ao longo de 21 anos de casamento geraram 5 filhos. A seguir, Pe. Zezinho iniciou sua fala onde enfatizou a importância do exercício do amor no relacionamento. Lembrou que o humor, o bom humor, é base para o amor. Enfatizou também a necessidade dos agentes de pastoral conhecerem mais a Palavra de Deus, os documentos do Magistério da Igreja e a própria realidade de nossos dias através da leitura. Sua exposição levou os participantes do Simpósio a refletirem como se pode chegar à festa se não existem muitos motivos dentro da família para que ela se realize. O padre apresentou uma série de livros e subsídios e iniciou e terminou sua exposição desejando: “O Senhor esteja convosco”.

A animação da tarde ficou por conta do trio Typ Vox, do cantor Emerson Jean e do Grupo Chamas.
O evento foi encerrado com a bênção de dom Joaquim Justino Carreira.
Os participantes encaminharam-se, então, para a Basílica Nacional, onde participaram da Missa do Encontro, presidida por dom Eduardo

Pastoral Familiar
Regional sul 1



     
                                                               

sexta-feira, 20 de abril de 2012



PASTORAL FAMILIAR

                                  

IV PEREGRINAÇÃO NACIONAL DAS FAMÍLIA A APARECIDA DO NORTE.


No sábado, dia 28 de abril, acontecerá durante todo dia, o II Simpósio Nacional da Família, terminando com a Santa Missa e a procissão luminosa com a reza do terço. (é lindo!).
E no domingo, dia 29 de abril, todas as caravanas se reúnem para a Missa da Família, celebrada na intenção da santificação das famílias em todos os horários do Santuário, sendo às 10h, televisionada pelo Canal Aparecida e pela Rede Vida.

PARTICIPEM!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

PASTORAL FAMILIAR


Dom Petrini reintera posição da CNBB sobre aborto de fetos anencéfalos.


A decisão do Superior Tribunal Federal (STF) sobre a legalização do aborto de fetos com anencefalia fez parte das discussões da primeira coletiva de Imprensa da 50ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta quarta-feira, 18.
O bispo de Camaçari (BA) e presidente da Comissão Episcopal para Vida e Família da CNBB, dom João Carlos Petrini, reiterou a posição da Igreja Católica a favor da vida. "Mesmo após da decisão do STF, a Igreja continua com o seu trabalho de conscientização e defesa dos princípios morais e éticos", acrescentou o bispo.
Dom Petrini afirmou que ao defender o direito à vida dos anencéfalos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumencitos teológicos éticos, científicos e jurídicos.
O bispo de Camaçari também mencionou que o STF decidiu pela legalização do aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais. "Considerar este feto como 'não pessoa' é o mesmo que destituí-lo do direito fundamental à vida e descartar um ser humano frágil e indefeso", acrescentou.
O bispo ressaltou que a gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe, porém a mulher que decidir levar adiante a gestação necessita de assistência de órgãos de saúde.
"Precisamos questionar se os profissionais de saúde que se recusarem a fazer o aborto serão respeitados em sua liberdade de consciência. O STF não pensou nas demandas que essa decisão pode acarretar", concluiu.


Fonte: CNBB.org.br

"Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso", afirma Nota da CNBB.
A Conferência Nacional dos bispos do Brasil, logo após a conclusão do julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54, emitiu nota oficial lamentando a decisão. No texto, os bispos afirmam que "Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso".
Leia a integra da Nota: Nota da CNBB sobre o aborto de Feto "Anencefálico"
Referente ao julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 54
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB lamenta profundamente a decisão do Supremo Tribunal Federal que descriminalizou o aborto de feto com anencefalia ao julgar favorável a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54. Com esta decisão, a Suprema Corte parece não ter levado em conta a prerrogativa do Congresso Nacional cuja responsabilidade última é legislar.
Os princípios da "inviolabilidade do direito à vida", da "dignidade da pessoa humana" e da promoção do bem de todos, sem qualquer forma de discriminação (cf. art. 5°, caput; 1°, III e 3°, IV, Constituição Federal), referem-se tanto à mulher quanto aos fetos anencefálicos. Quando a vida não é respeitada, todos os outros direitos são menosprezados, e rompem-se as relações mais profundas.
Legalizar o aborto de fetos com anencefalia, erroneamente diagnosticados como mortos cerebrais, é descartar um ser humano frágil e indefeso. A ética que proíbe a eliminação de um ser humano inocente, não aceita exceções. Os fetos anencefálicos, como todos os seres inocentes e frágeis, não podem ser descartados e nem ter seus direitos fundamentais vilipendiados!
A gestação de uma criança com anencefalia é um drama para a família, especialmente para a mãe. Considerar que o aborto é a melhor opção para a mulher, além de negar o direito inviolável do nascituro, ignora as consequências psicológicas negativas para a mãe. Estado e a sociedade devem oferecer à gestante amparo e proteção
Ao defender o direito à vida dos anencefálicos, a Igreja se fundamenta numa visão antropológica do ser humano, baseando-se em argumentos teológicos éticos, científicos e jurídicos. Exclui-se, portanto, qualquer argumentação que afirme tratar-se de ingerência da religião no Estado laico. A participação efetiva na defesa e na promoção da dignidade e liberdade humanas deve ser legitimamente assegurada também à Igreja.
A Páscoa de Jesus que comemora a vitória da vida sobre a morte, nos inspira a reafirmar com convicção que a vida humana é sagrada e sua dignidade inviolável.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, nos ajude em nossa missão de fazer ecoar a Palavra de Deus: "Escolhe, pois, a vida" (Dt 30,19).


Cardeal Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo de Aparecida
Presidente da CNBB

segunda-feira, 16 de abril de 2012

PASTORAL FAMILIAR


Descriminalização do aborto


O Estado Brasileiro, formado marcadamente pelo senso e a prática cristãs, fato este reconhecido em todo o mundo, vai perdendo, aos poucos, sua identidade, instrumentalizando leis que têm por objetivo defender a vida. Muitas de suas práticas vão diminuindo sua força moral e a vida humana indefesa fica refém de atitudes que a atacam no seu próprio ser.A anencefalia não tira de quem a tem sua realidade de ser humano. Portanto, inerente a si mesmo, está o direito fundamental à vida. O feto anencéfalo, com a nova lei de descriminalização do aborto, cai na condição de marginalizado, discriminado e indefeso, sendo presa fácil nas mãos dos mais fortes, sendo eliminado, com proteção legal, sem nenhuma dificuldade.Esta nova realidade abre espaço para outras situações de discriminação. Entre elas, podemos citar o fato de uma mãe insatisfeita com uma gravidez, poder conseguir um laudo médico comprovando a existência de um feto anencéfalo, fazer o aborto normalmente e não ser incriminada. Não seria o caso de eliminar a vida também de quem é anormal, ou deficiente etc.!E as consequências psicológicas que afetam a mãe, sabendo ter praticado um crime, assassinando um filho, gerado no próprio útero? Nascendo a criança, mesmo sabendo que sua vida, em seus braços, não passaria de uma hora, o direito natural à vida ficaria respeitado. Além disto, a mãe estaria salvando sua consciência moral e sua realidade de fé.Com esta decisão, o Estado deixa a responsabilidade de abortar ou não o anencéfalo para a mãe. Isto é muito pesado porque não há ainda uma precisão científica sobre os casos de anencefalia, o que poderia levar as mães ao erro. A Sociedade Médica deverá dar critérios mais exatos sobre o caso. Isto pode significar jogar a vida às traças, não dando a ela seu devido valor, desrespeitando-a, não lhe dando condições e apoio necessários para viver. É o caminho da ditadura, onde vence o mais forte.Para a Igreja, dentro de seus princípios éticos, morais e cristãos, tendo em vista os ensinamentos bíblicos, a lei que descriminaliza o aborto é uma aberração. É atitude totalmente anti-cristã, anti-evangélica e contra a vida, contra aquilo que ela mais defende na sua missão no meio do povo. Matar um feto, que é pessoa humana, é o mesmo que tirar a vida, brutalmente, de alguém. Esta lei aprovada dia 12 de abril de 2012, com os votos de 08 contra 02, no Supremo Tribunal Federal, ocasiona enfraquecimento moral do Estado Brasileiro. É mais uma brecha que se abre, numa visão de sociedade laica, mas que fere os princípios históricos de um povo que procurou sempre preservar o valor da vida. Isto tem um peso muito mais relevante numa dimensão de vida cristã e de um povo que sempre foi marcado pelo amor a Jesus Cristo, por aquele que veio trazer a vida com dignidade.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo de Uberaba

terça-feira, 10 de abril de 2012

PASTORAL FAMILIAR


Um mundo novo


Com a Páscoa o mundo se renova e começa uma nova perspectiva de história, porque o Cristo ressuscitado convoca os cristãos para construir uma humanidade diferente, convencida de que uma vida saudável é possível. Ela tem que ser construída, tendo como base a fé e a visão otimista de futuro. Os critérios devem aqueles fundados no testemunho autêntico de vida.
No caminho da Páscoa, é importante o desapego de ideias antigas, de antigos costumes e normas. É hora de pensar mais alto e olhar para frente com liberdade, com fermento novo e firmar os pés naquilo que é capaz de dar rumo certo aos nossos ideais. Isto é muito difícil quando nos abandonamos no próprio subjetivismo.
No âmbito da fé, sabemos que Deus dá novo sentido para os acontecimentos. Ele é o guia da história, que tira do fracasso um resultado de vitória para a vida. Não é fácil entender os mistérios de Deus, mas eles estão a serviço do bem da criação, especialmente das pessoas, criadas como suas imagens e semelhanças e chamadas para construir o mundo.
Não podemos ficar numa situação de trevas, de incertezas, como aconteceu com os discípulos de Jesus após sua morte na cruz. Não sabiam ainda de sua ressurreição, mesmo sabendo que o sepulcro tinha sido encontrado vazio. Custaram para entender as promessas do Mestre. Nelas estava inscrito que a morte traria vida nova.
Deus vai sempre à contramão dos critérios humanos. O que para nós parece derrota, para Ele é vitória; o que parece fim é começo, e com muito mais força e vigor. A ressurreição de Cristo é recomeço da criação, que depende da continuidade da nossa parte como co-criadores com Deus.
Todos nós estamos em busca de um novo mundo, de uma sociedade transformada e ressuscitada para o bem e para a paz. A Páscoa deve ser vida nova, superior a todo o passado de imperfeições e maldades. É olhar para frente com esperança e na certeza de bons frutos de quem se convence do valor dos seus bons atos.

Dom Paulo Mendes Peixoto
Arcebispo eleito de Uberaba